Viúva e irmã acusadas de matar dono de cartório são condenadas a mais de 20 anos cada uma
Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, era dono de cartório em Rubiataba, Goiás Reprodução/Polícia Civil A viúva e sua irmã, acusadas de matar o dono de...
Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, era dono de cartório em Rubiataba, Goiás Reprodução/Polícia Civil A viúva e sua irmã, acusadas de matar o dono de um cartório em Rubiataba, na região central de Goiás, foram condenadas a mais de 20 anos em regime fechado e sem direito de recorrer em liberdade. A pena de Alyssa Martins de Carvalho Chaves foi fixada em 30 anos. Aleyna Martins de Carvalho foi condenada a 24 anos, 11 meses e 27 dias. O g1 tentou contato com a defesa das duas condenadas, mas até a última atualização da matéria não teve retorno. O julgamento aconteceu nesta sexta-feira (27), quatro anos e três meses depois da morte de Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, que, segundo as investigações, foi sequestrado em casa, levado no próprio carro e morto em seguida na noite de 28 de dezembro de 2021. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Na sentença, o juiz Liciomar Fernandes da Silva citou que as consequências do crime são extremamente graves e, além de deixar os três filhos menores em situação de desamparo, órfãos do pai e da mãe — que foi presa pela prática do crime —, eliminou a perspectiva de estabilidade patrimonial futura com a atividade cartorária. LEIA TAMBÉM: Dono de cartório é sequestrado e morto em Rubiataba Dois suspeitos de matar dono de cartório a mando da mulher dele saíram para lanchar após crime e agiram com frieza, diz polícia Viúva e irmã acusadas de sequestrar e matar dono de cartório vão a júri popular Homem é condenado a mais de 30 anos de prisão por agenciar e coordenar ações que mataram dono de cartório em Goiás O juiz negou às rés Alyssa Martins de Carvalho Chaves e Aleyna Martins de Carvalho o direito de recorrer em liberdade, uma vez que a pena imposta supera oito anos e por ainda persistirem os requisitos que ampararam a prisão preventiva. Viúva e irmã acusadas de sequestrar e matar dono de cartório vão a júri popular Sete pessoas envolvidas Além das irmãs, outras cinco pessoas participaram do crime: Ana Cláudia da Silva Rosa - amante de Alyssa e idealizadora do crime: condenada a 28 anos, 1 mês e 12 dias; Luizmar Francisco Neto - responsável por planejar toda a ação: 31 anos e 6 meses de prisão; André Luiz Silva - recrutador dos executores: 24 anos, 11 meses e 27 dias ; Edivan Batista Pereira - executor: 41 anos, 6 meses e 27 dias; Laurindo Lucas Gouveia dos Santos - motorista e executor: 26 anos, 5 meses e 13 dias. Luizmar Francisco foi condenado em março de 2024. Os outros quatro participantes foram condenados dois meses depois. Segundo o Ministério Público (MP), Luizmar arquitetou o crime e se encontrou com os atiradores para repassar informações sobre a vítima e sua rotina. Foi ele quem entregou as chaves da casa, o controle do portão e as abraçadeiras de plástico para amarrar as mãos da vítima. A participação de Ana Cláudia se deu porque ela e Alyssa estavam envolvidas amorosamente, de acordo com o MP. Juntas, elas idealizaram a morte do cartorário, contratando o planejamento e a execução do crime. Já André Luiz Silva, segundo as promotoras que atuaram no julgamento, foi quem forneceu a arma usada no assassinato. Ao fixar a pena, o juiz considerou, ainda, circunstâncias como a prática do homicídio mediante promessa de pagamento e recurso que dificultou a defesa da vítima. Em relação a Edivan e Laurindo, o Ministério Público destacou a brutalidade com que agiram. Segundo os promotores, Edivan atirou diversas vezes contra o cartorário mesmo depois de ele ter pedido clemência. Já nas investigações, a Polícia Civil apontou a frieza da dupla, que saiu para lanchar logo após o crime, como se nada tivesse acontecido. Como foi o crime Luiz Fernando foi rendido pelos executores dentro de casa, depois de eles terem entrado usando os controles dos portões. A esposa havia ido à igreja, com os filhos, e ele havia ficado, para estudar para um concurso. O casal tinha três filhos, sendo um casal de gêmeos e uma menina. Na época, o delegado responsável pelas investigações, Marcos Adorno, disse ao g1 que os vizinhos ouviram Luiz Fernando falando para os criminosos que não chamaria a polícia, mas que o preservasse por ser pai de três crianças. "A mãe nunca ia à igreja e, justo naquele dia, inventou essa história para ter cobertura”, disse. O cartorário foi levado em sua própria caminhonete, uma Hilux, para uma região de canavial, em Uruana, a cerca de 20 km de Rubiataba, onde foi morto com 15 tiros. Seu corpo foi encontrado na madrugada seguinte. Caminhonete de Luiz Fernando Chaves, dono de cartório, foi localizada em Rubiataba, Goiás Reprodução/Polícia Civil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás